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Medicina alternativa ou convencional?

In Saúde on Abril 26, 2010 by Admin Tagged: , , , , , , ,

Depois de ter lido alguns textos acerca das diferentes formas e técnicas de curar doenças mentais graves, como a esquizofrenia, por exemplo, reparei na tendência de cada grupo de terapias ou cura se superiorizar como se tivesse toda a sabedoria do mundo.
Dum lado temos a medicina convencional e a jogar pela outra equipa as medicinas alternativas.

Há que ter noção do que é uma doença mental grave.
É grave porque faz sofrer a pessoa portadora e os demais que convivem com ela e porque ainda não se provou uma cura com dados laboratóriais.

Nos tempos modernos, especialmente no ocidente, aonde a saúde é forma de lucro, e certas doenças são “mantidas” como incuráveis, temos que saber discernir até que ponto podemos arriscar num tipo de cura desconhecida (as medicinas alternativas) ou noutra que traz na maioria dos casos efeitos secundários indesejáveis. Como diz o povo: “venha o diabo e escolha.”

É um facto que as medicinas alternativas são agora uma realidade cada vez mais presente na vida de todos nós, e todos nós já ouvimos alguém dizer que teve bons resultados com tratamentos que fez.

Não adianta chamar estas novas técnicas de tratamento, de superstição, ou que apenas funcionam pelo poder de sugestão.
No entanto, quero lembrar que estas novas medicinas têm poucos dados comprovando a sua eficácia (novas algumas, outras são milenares, mas adaptadas por vezes às circunstâncias comerciais).

Não quero com isto dizer que não sejam eficazes, apenas lembro que para serem 100% eficazes, se é que se pode usar o termo, devem ser estudadas, experimentadas e novamente estudadas após algum tempo de exposição dos indivíduos estudados.

Também a medicina convencional que usa a psiquiatria/medicação, ou a psicoterapia, são ciência muito recentes, ainda com poucas decádas de vida, mas que têm avançado com resultados positivos apesar de ainda terem muito caminho por desbravar pela frente.

No entanto ninguém que esteja debaixo de tratamento com medicamentos, assim deseja continuar, e a tendência é procurar ajuda alternativa.

Aqui reside o risco.
Um doente que opte por largar a sua medicação para seguir um tratamento alternativo pode estar a destruir anos da sua vida se o fizer apenas com o ímpeto de largar a medicação.

Existem milhares e milhares de registos de doentes que fizeram isto, e anos mais tarde regressaram novamente ao consultório do psiquiatra por não aguentarem mais o sofrimento, outros através dos serviços hospitalares que os internam.

De facto muitos profissionais de medicinas alternativas, como a área da acupunctura, entre outras, por exemplo, alertam para este facto e recomendam aos doentes que não parem de tomar a medicação dada pelo seu médico de família.

Revela a qualidade do profissional que o trata, porque não se acha omnipotente ao ponto de prometer curar alguém de uma doença que toda a classe médica considera incurável!

Isto dá que pensar.

Será só a industria farmacêutica a única a buscar o lucro?
Serão só os psiquiatras os únicos suspeitos de usarem os seus doentes como “clientes”?

Não. Infelizmente não.

Nos últimos anos apareceram por todo o lado, lojas de artigos naturais, que prometem curar toda uma infinidade de doenças.
Não me refiro ao tradicional chá de camomila para relaxar, refiro-me à negligência de alguns vendedores que dizem que também serve para isto e isto e mais aquilo…

Além dos produtos também apareceram de repente dezenas de novas áreas terapêuticas, que curam com pedrinhas, cristais, ervas, agulhas, musica, com as mãos, com cartas, com espíritos, com aromas, com alimentos, e alguns até com animais.

Não questiono a qualidade destas terapias, apenas questiono quando dizem que curam tudo!

Daí o risco que mencionei atrás. Em quem confiar?

Penso que o lógico seja consultar um médico de família que avalie e redireccione para um especialista.

Que seja explicado ao doente e ao acompanhante que tipo de doença têm, se existe cura parcial ou completa provada, que medicinas alternativas pode procurar, e quais as percentagens de sucesso que estas têm.

Se o doente tiver algum familiar lúcido e interessado, este deve acompanhar a evolução do tratamento, sugerindo até ao psiquiatra que reduza ou retire medicamentos.

Que leve o doente a medicinas alternativas e observe se têm algum efeito visível a médio prazo e informe o médico psiquiatra das evoluções que vê.

Em nenhuma circunstância um doente mental deve largar a sua medicação para perseguir um sonho deixado por alguém que mal conhece e que lhe promete mundos e fundos.

Esse risco pode até ser fatal.

Como também diz o povo: “Com a saúde não se brinca”.

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