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Comer equilibradamente – quando menos é mais

In Outros on Agosto 5, 2012 by Admin

Hara Hachi Bu – O caso Okinawa

Os habitantes de Okinawa no Japão possuem a mais elevada esperança de vida (81.2 anos) de que se tem conhecimento, assim como a maior concentração de pessoas centenárias (740 em 1.3 milhões).Imagem

Relativamente aos alimentos, a sua filosofia pode ser resumida na simplicidade da expressão “Hara Hachi Bu”, que pode ser traduzida por “comer até estar 80% cheio”. Esta prática funciona porque 20 minutos é o tempo necessário para o estômago informar o cérebro de que está cheio.

Os investigadores concluíram que a maioria dos idosos analisados estava em boa forma, sendo o índice de cancro 50-80% mais baixo e dentre os centenários analisados a demência era também rara. Os níveis de colesterol eram inferiores a 180, e a pressão arterial era baixa assim como os níveis de homocesteína (aminoácido produzido em maior abundância após a ingestão de carne e lacticínios e considerado um factor de risco elevado para doenças do foro cardíaco). As fracturas de anca eram também 20% inferiores às do restante Japão e 40% inferiores à dos E.U..

Naturalmente o conteúdo da dieta também é importante sendo a destes habitantes baixa em calorias, com ênfase no arroz integral, vegetais, frutas, derivados de soja, pequenas quantidades de peixe e raras quantidades de carne. Adicionalmente não fumam, consomem bebidas alcoólicas com moderação e são fisicamente activos.

No entanto, nada disto seria tão eficaz sem a sua máxima de base – Hara Hachi Bu

A restrição calórica

Em 1986,  o investigador Richard Weindruch informou que restringir a ingestão de calorias nos ratos de laboratório aumentava proporcionalmente a sua esperança de vida quando em comparação com um grupo de ratos numa dieta normal, mantendo também a aparência jovem e os níveis de actividade e mostrando atraso no surgimento de doenças relacionadas com a idade.

Resultados semelhantes foram obtidos com outras espécies, incluindo mamíferos como cães e vacas assim como primatas, reduzindo grandemente a incidência de cancro. Ainda que não existam, neste momento estudos concluídos relativamente à esperança de vida na espécie humana, no mínimo a restrição calórica reduz comprovadamente a incidência de doenças cardíacas e diabetes.

Similarmente ao caso Okinawa, a restrição calórica é acompanhada de preocupação com a qualidade de alimentos evitando o açúcar e os refinados, e não ingerindo demasiada proteína.

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